quinta-feira, 4 de março de 2010

Jogo do contente.

"Saudade se esquece muito fácil, quando se lembra de dedicação sem retribuição.. Tente não errar com quem se importa com você, agora solidão vai lhe ensinar como tratar o coração.."

Saudade, que merda de sentimento é esse que me revolta mais que tudo?
Sinto saudades todos os dias, incrível. Sendo por pessoas, ou por momentos e as vezes até por coisas.. (sim, é estranho)
Porém, mesmo tendo esse sentimento todo, sempre tento pensar no lado positivo, na ral, sempre que tenho algum sentimento ou seja lá o que for de ruim, tento pensar sempre no lado positivo.. Jogando o jogo do contente, como mostra no livro Pollyanna.

Se você nunca leu Pollyaana, livro esrito por Eleanor H. Porter, você deve estar se perguntando primeiro

que livro é este e depois que ‘raio’ de brincadeira é essa.

Pollyanna é um livro que trata da história de uma menina chamada Pollyanna,
que após a morte de todos os seus parentes próximos é mandada para a casa de uma tia rica, que por sinal
só a recebe por ter o dever, lá ela é obrigada a ficar em um quartinho feio e ‘nu’ em comparação a todos os
outros maravilhosos quartos da casa de sua tia . Nos primeiros dias de sua estadia, ela já descobre o quão
má pode ser a sua tia, mas isso não a chateia, afinal ela é uma ávida jogadora do Jogo do Contente.
Vou colocar aqui, a passagem de um livro onde ela diz como o pai a ensinou este jogo:
“- Você é um bocado estranha, menina. Está sempre alegre com tudo e com todos – observou a empregada, lembrando-se do
que acontecera no quartinho do sótão.
- Faz Parte do jogo, entende? – e a menina sorriu.
- Que jogo?
- O ‘jogo do contente’
- Quem meteu isso na sua cabeça, meu bem?
- Foi meu pai. É um jogo lindo. Desde que eu era criança brincava disso.
Depois ensinei às senhoras da ‘Auxiliadora’ e elas também gostaram.
- Como é que se joga? – quis saber Nancy.- Não entendo muito de jogos.
Poliana sorriu e depois de um suspiro, disse:
- Tudo começou por causa de umas muletas que vieram na caxa de donativos para o missionário.
- Muletas? – admirou-se Nancy.
- Isso mesmo. Eu tinha pedido uma boneca a papai e, quando a caixa chegou,
só havia um par de muletas para criança. Foi assim que começou.
- E onde é que está o jogo?
- Bem, o jogo se resume em encontrar alegria, sejá lá no que for – conluiu Pollyanna, séria. – Começamos com as muletinhas.
- E onde está a alegria – estranhou Nancy. – Encontrar muletas em lugar de bonecas…
- É isso aí – e a menina bateu palmas de contente. – No começo também não entendi.
Depois, com calma, papai me explicou tudo.
- Então, explique-me também.
- Fiquei alegre justamente porque não precisava de muletas – esclareceu Pollyanna. – Viu como é fácil?
- Ora, isso é bobagem! -exclamou Nancy
- Nada de bobagem. O jogo é lindo. Desde aquele dia, quando acontece alguma coisa ruim,
mais engraçada fica o jogo. Difícil foi quando papai morreu e eu fiquei sozinha com as senhoras da ‘Auxiliadora’…
- E quando viu aquele quartinho feio, sem tapetes, sem quadros, sem graça? Como foi? – perguntou Nancy.
- Foi duro. Eu me senti tão só! Naquela hora não tive vontade de ‘jogar’. Só me lembrava do que
eu tanto havia desejado. Depois, lembrei-me do espelho e das minhas sardas e fiquei alegre.
E o ‘quadro’ da janela me deixou mais contente ainda. Com um pouco de esforço,
conseguimos gostar do que encontramos e esquecer o que queríamos achar”

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